Antes de Bracara Augusta 

Entre 138-136 a.C. o cônsul romano D. Junius Brutus comanda a primeira expedição militar a NO da Península Ibérica. Segundo fontes históricas, depois de passarem o Lima e atingirem o rio Minho, as legiões romanas terão retrocedido para Sul, envolvendo-se em feroz batalha contra os Bracari, um dos povos mais importantes que habitavam a Norte do rio Douro. Este povo, referido por Apiano, possuiria um extenso território que se estendia, talvez, entre os rios Douro e Cávado, habitando, tal como os outros povos conhecidos no NO da Península, em castros (povoados fortificados). 
 
 

 
 
 

Nos dois últimos séculos antes da nossa era, estes povoados sofrem um grande desenvolvimento agrícola, artesanal e comercial, dotando-se de uma complexa arquitectura que tem a sua melhor expressão nas fortificações. 
 

 

No sítio de Braga, os mais antigos vestígios conhecidos datam do Bronze Final, sendo constituídos por fossas e cerâmicas procedentes do Alto da Cividade e por uma presumível necrópole identificada na área dos Granjinhos, na vertente Sul. Apesar destes vestígios. é pouco provável que a implantação da cidade se tivesse sucedido a um castro proto-histórico no Alto da Cividade, pois o local não possui as condições topográficas necessárias e esse tipo de povoados.  

Aniquilados os derradeiros focos de resistência peninsular, concentrados sobretudo na zona das Astúrias e Cantábria (27-24 a.C.), impôs-se ao imperador Augusto a organização administrativa do NO peninsular e a integração das suas populações no mundo romano. A fundação de cidades e a construção de vias foram alguns do meios utilizados na concretização desses objectivos, que consolidaram o poder de Roma e aproximaram as populações autóctones dos restantes habitantes do Império. A criação de Bracara Augusta insere-se nesta política do imperador Augusto.