Cronologia 

   138-136 a.C. – 1ª expedição romana ao NO, comandada por D. Junius Brutus; batalha contra os Bracari que controlavam o território entre Douro e Cávado. 

Augusto 31-14 a.C. – Pacificação do NO; reorganização administrativa da Hispânia; fundação de Bracara Augusta; criação dos conventos jurídicos; lançamento da rede viária do NO. 

     3-2 a.C. –Visita do legado P. Fabius Maximus a Bracara e edificação de um altar a Augusto. 

     11-12 – Primeiros miliários que testemunham a construção das vias XVI; XVII; XIX. 

    Júlios-Cláudios (14-68) – Povoamento de Bracara e desenvolvimento da cidade; prosseguimento da rede viária; organização do culto imperial; primeiros edifícios públicos (Alto da Cividade, um templo e domus); desenvolvimento das actividades económicas (metalurgia, olaria, comercio). 

     42–44 – Dedicatória de C. Ceatronius Miccio, governador da Citerior que testemunha a importância do comércio na cidade. 

     Flávios (69-96) – Grande crescimento urbanístico de Bracara; construção de edifícios públicos e ocupação sistemática dos quarteirões; desenvolvimento das actividades artesanais; reparação das vias e construção da Via Nova (XVIII do Itinerário); promoções jurídicas de peregrinos à cidadania romana; inscrições na Tribo Quirina. 

     Antoninos (96-192) – Continuação do desenvolvimento de Bracara; remodelações de edifícios e novas edificações; reparação das vias; desenvolvimento de actividades artesanais. 

     Severos (193-235)Bracara Augusta continua a desenvolver-se; reparação das vias. 

     211-217 – O imperador Caracala cria a província Hispania Nova Citerior Antonina, correspondente à futura província da Galécia, que será definitivamente criada com Diocleciano. 

     212 – Constituição Antonina que outorga a extensão da cidadania romana aos habitantes livres do Império. 

     Crise do Séc. III (235-285) – Importantes reparações nas vias do NO, particularmente na via XVIII, que testemunham a importância da via, de assinalar a significativa presença na cidade de numerário de imperadores deste período, designadamente de Galieno (253-268) e Claúdio II (268-270). 

     Baixo Império (285-409) – Criação da província da Galécia com capital em Bracara Augusta; renovação urbana da cidade (renovações em quase todos os edifícios e quarteirões); construção da muralha de Bracara; vida económica activa; reparação da rede viária do NO. 

     284-288 – reforma administrativa de Diocleciano e criação da província da Galécia com capital em Bracara Augusta. 

     312 – Conversão de Constantino ao Cristianismo. 

     364-375 – Reparações nas vias nos reinados de Valentiniano e Valente. 

     385 – A decretal do Papa S.Sirício faz referência ao metropolita de Braga, o que subentende que Bracara Augusta seria já capital de Bispado. 

     411Bracara Augusta torna-se capital política e administrativa do reino Suevo. 

     Séc. VBracara Augusta continua a ser uma florescente cidade; prosseguem as importações; mantêm-se as actividades económicas; a cidade mantêm-se ocupada na sua maior extensão. 

     456 – Invasão de Teodorico II, descrita por Idácio; a cidade terá sido saqueada e destruída. 

     Séc. VI – Abandono de algumas áreas da Braga romana; alterações do urbanismo romano; novo centro de gravidade na zona actual da sé catedral; mantêm-se as importações e actividades económicas. 

     585 – Os visigodos instalam-se em Braga.  

     Séc. VII – prossegue o abandono de algumas áreas da cidade; novos núcleos surgem em locais de culto cristão, como S. Vicente, S. Victor e S. Pedro de Maximinos; a cidade mantêm ainda um importante núcleo populacional. 

     Séc. VIII – Período de sucessivas destruições da cidade pelos Árabes e pela reacção Cristã; despovoamento. 

     715 – Invasão/destruição de Braga pelos Árabes comandados por Abdelazim. 
 

Várias incursões Árabes e novas destruições. 

     753-754 – Incursões de Afonso I das Astúrias. 

     Séc. IX – persistência de um núcleo de população residente, centrada no quadrante NE da cidade romana. 

     870 – Demarcação do termo de Braga pelo Conde Vímara Peres. 
 

Assembleia de Bispos e nobres. 

     Séc. X-XI – A maior parte de Bracara Augusta estaria já abandonada e em ruínas sendo estas aproveitadas como material de construção para novas edificações. 

     1070-1090Bispo D. Pedro. 

     1089 – Sagração da Sé Catedral.