Vias 

Para Bracara Augusta confluíam, pelo menos, cinco grandes vias, das quais quatro são citadas no célebre Itinerário de Antonino. Bracara Augusta foi, pois, um dos mais importantes entroncamentos rodoviários do Noroeste da Hispânia. 

A sudoeste, cruzando a necrópole de Maximinos/Rua do Caires, terminava a via número XVI, proveniente de Olisipo (Lisboa), que passava, por Scalabis (Santarém), Selium (Tomar), Conimbriga (Condeixa), Aeminium (Coimbra) e Cale (Porto). 

Pelo norte, arrancava a via XIX, que conduzia a Lucus Augusta (Lugo), passando por Limia (Ponte de Lima?) e Tudae (Tuy). O traçado desta via, de que restam numerosos miliários, foi estudado em pormenor, sendo bem conhecido. 

O traçado da via XX, per loca maritima, é muito discutido. Até ao Lima seria provavelmente o mesmo da via XIX, seguindo depois pelo vale, até à foz e, a partir daí, ao longo da faixa litoral, na direcção norte.  

A nordeste, por sua vez, saía a via XVIII, ou Via Nova, que fazia a ligação mais directa com Asturica Augusta, embora por território montanhoso e pouco povoado. Esta estrada atravessava o rio Cávado, perto de Amares, subia a montanha, contornava a Serra da Abadia, pelo norte, acompanhando, pelo lado esquerdo, o vale do rio Homem, internando-se na Serra do Gerês. O seu traçado, a partir de Amares, e por todo o território português, está identificado em pormenor, existindo várias dezenas de marcos miliários, muitos ainda no seu local de origem, bem como ruínas de três pontes, situadas no interior do Parque Nacional da Peneda Gerês.  

A via XVII tinha origem no limite leste da cidade, a norte da Fonte do Ídolo, cruzava o cemitério do Largo Carlos Amarante/Cangosta da Palha e seguia pelo vale do rio Este. Depois, subia a Serra do Carvalho, continuava pelos cumes da Serra da Cabreira, atravessava o Barroso e passava em Acqua Flavia, de onde prosseguia para Asturica Augusta por dois itinerários distintos. 

Embora não seja referida no Itinerário Antonino, uma outra via ligava Bracara Augusta a Emerita (Mérida), capital da Lusitânia. Esta via, que terminava na zona sudeste da cidade, provinha da capital da Lusitânia, passando pela Egitânia (Idanha-a-Velha) e por Viseu.