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Ponte de Campos

VM.10

Ponte (via de comunicação)

Lugar: Campos

Freguesia: Campos

Concelho: Vieira do Minho

Código Administrativo: 031103

Latitude:41.39.45

Longitude: 1.07.40

Altitude: 750 metros

 

Extracto da Carta Militar de Portugal, escala 1:25000, com localização do sítio arqueológico.

Acesso:Por caminho carreteiro que do centro do lugar de Campos segue em direcção a Sul para o rio da Lage. .

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DescriçãoFísica:Este sítio arqueológico corresponde à passagem sobre o rio da Lage, no fundo do vale aí "apertado" pelas vertentes da Quebrada e da Volta da Coroa. Escavado no granito, o leito do rio apresenta-se cheio de cascalho, calhaus e grandes blocos boleados graníticos, correspondentes a depósitos de torrente. Com exposição geral a NO, é uma zona de vale fechado, com margens escarpadas e abruptas, onde aflora o substrato rochoso granítico e se conservam poucos solos esqueléticos. Na cobertura vegetal das margens e encostas dominam giestais e tojais, crescendo pequenas manchas de mata climácica no fundo junto ao leito do rio.

 

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Descrição Arqueológica:Construção de um arco de volta perfeita bem alicerçado nas margens graníticas através de paramentos de aparelho rude em mamposteria de calhaus e blocos graníticos mal afeiçoados. O arco apresenta um aparelho cuidado com aduelas "cúbicas" de modulação regular. O piso do tabuleiro, lajeado, assenta ao centro da ponte no extradorso das aduelas do arco, reduzindo a lomba em cavalete do tabuleiro. Com largura inferior a 3 metros, que se apresentava originalmente sem guardas (tem actualmente uma guarda baixa formada por blocos de cimento, que sustentam uma vedação de arame), vence um vão com cerca de 6 metros de comprimento e mais de 3 metros de altura. Grande parte do caminho que da aldeia de Campos segue até esta ponte, apresenta bons troços de pavimento lajeado, característica que justificou a fixação do topónimo Ladeira de Campos.

 

Interpretação: Esta ponte, relacionável com a rede de comunicações vicinais de Campos, apresenta uma estereotipada "estética medieval", apesar das suas características construtivas serem mais frequentes em época moderna.

Cronologia: Tradicionalmente esta ponte é designada de "romana". Tratar-se-á de uma obra de arte tardo-medieval, ou mesmo já modena, devendo notar-se a ausência de siglas de canteiro.

Bibliografia:

                        CAMPOS, António J.T. de (1998) - Serra da Cabreira. Guia dos Trilhos Pedestres da Serra da Cabreira, Centro de Interpretação e Animação da Serra da Cabreira, Vieira do Minho, pp.17.
                        CAPELA, Martins (1987) - Miliários do Conventus Bracaraugustanus em Portugal, (2ª ed., com introd. José V. Capela), Câmara Municipal de Terras de Bouro, Terras de Bouro, pp. 56.

Observações: A montante desta ponte existem alguns moinhos parcial ou totalmente arruinados. Um pouco mais a montante observam-se as infraestruturas abandonadas de uma exploração mineira.

Autor: Luis Fontes

Ligação à C.M de Cabeceiras de  Basto

Ligação à C.M. de Vieira do Minho

Ligação à Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho

Ligação ao Projecto Geira

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