desc vm.JPG (54706 bytes)

Chã da Arandosa / Saltadouro

VM.16

Arte rupestre

Lugar: Lage

Freguesia: Vilar Chão

Concelho: Vieira do Minho

Código Administrativo: 031121

Latitude: 41.38.00

Longitude: 1.03.45

Altitude:´910 metros

 

Extracto da Carta Militar de Portugal, escala 1:25000, com localização do sítio arqueológico.

(ID057-965:8) - O esteio decorado de Chã de Arandosa, in situ.

Acesso:Por estradões florestais que derivam da estrada Pinheiro / Ruivães, em direcção ao alto da Cabreira pela encosta do Saltadouro e Chã do Prado.

(ID057-965:14) - O esteio decorado de Chã de Arandosa, in situ, com plástico cristal sobre a face gravada.

 

DescriçãoFísica: Bordadura de ampla chã alveolar na encosta poente do cume da Cabreira, recortada por inúmeras linhas de água que limitam pequenos outeiros e lombas. Com ampla exposição a Sudoeste, lado para onde possibilita um vasto horizonte de visibilidade, que se estende a toda a bacia do alto Ave, apresenta manchas de solo espesso e bem irrigado, com cobertura vegetal rasteira dominada por herbáceas e fetos. O substrato granítico aflora em massas boleadas dispersas. Nas zonas mais húmidas desenvolveram-se lameiros, que são explorados como prados de montanha. Nas zonas mais declivosas a pedregosidade é elevada, subsistindo solos esqueléticos que sustentam matos rasteiros. Existem ainda alguns bosquetes dispersos de bétulas, abetos e pinheiros.

 

Pormenor de motivos gravados do esteio decorado de Chã de Arandosa.

Descrição Arqueológica: Tombado atravessado num caminho carreteiro abandonado que liga a Chã de Arandosa a Chão do Gandas pelo Alto da Serrinha, encontra-se um bloco granítico com 2,40 metros de altura e 0,55 metros de largura máxima. De secção quadrada, apresenta no quarto superior um ligeiro alargamento, a partir do qual “afunila” terminando em bico. A face que se encontra voltada para cima encontra-se gravada, identificando-se representações esquemáticas de antropomorfos, isolados ou associados a outros motivos.

 

Interpretação: Pela disposição dos desenhos gravados, esta pedra poderia ter servido como padieira de um vão. Pela forma e admitindo que a sua posição pudesse ser eréctil, com o topo ponteagudo para cima, este monumento poderia ser classificado como esteio-menir. De funcionalidade e colocação original desconhecidas, poderá colocar-se a hipótese de este monumento ter servido para identificar uma ocupação humana e marcar uma territorialidade ou, numa perspectiva mais simbólica, que tenha desempenhado um papel apotropaico.

Cronologia: O contexto arqueológico próximo restringe-se ao povoado de Chã da Arandosa, o que sugere uma cronologia medieval. Se se atender exclusivamente às características técnico-estilísticas das gravuras, poderá enquadrar-se este monumento no universo das produções artísticas da proto-história.

Bibliografia:

CAMPOS, António J.T. de (1998) - Serra da Cabreira. Guia dos Trilhos Pedestres da Serra da Cabreira, Centro de Interpretação e Animação da Serra da Cabreira, Vieira do Minho, pp.42.

Autor: Luis Fontes

 

Autor: Luis Fontes

Ligação à C.M de Cabeceiras de  Basto

Ligação à C.M. de Vieira do Minho

Ligação à Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho

Ligação ao Projecto Geira

Índice de Vieira do Minho