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Lamas dos Eidos

VM.21

Necrópole megalítica

Lugar: Rechã

Freguesia: Ventosa

Concelho: Vieira do Minho

Código Administrativo: 031119

Latitude: 41.39.10

Longitude: 0.58.45

Altitude:´680 metros

 

 Extracto da Carta Militar de Portugal, escala 1:25000, com localização do sítio arqueológico.

Acesso:Pela estrada florestal que da Sr.ª da Fé segue até à estrada nacional 103 (Braga-Chaves), por Rechã.
(ID574-773:15) - Panorâmica da Mamoa.1 de Lamas dos Eidos, vista de nascente.
(ID574-773:19) - Pormenor da cratera central da Mamoa.1 de Lamas dos Eidos, vista de poente.
(ID574-773:13) - Mamoa.2 de Lamas dos Eidos, vista de poente.
DescriçãoFísica: Chã alveolar que enforma a cabeceira de uma pequena linha de água, na meia vertente da margem Sul do rio Cávado. Zona abrigada e com ampla exposição a SO, constitui uma pequena bacia de deposição sedimentar, razão pela qual apresenta espessos solos humosos, os quais sustentam uma cobertura vegetal dominada por herbáceas e matos rasteiros. A abundância de água proporciona a formação de lameiros, explorados como pasto. Algumas caducifólias dispersam-se pela chã.

 

(ID574-773:14) - Mamoa.3 de Lamas dos Eidos, vista de Norte.

Pormenor da estratigrafia com cerâmica, num talude de estradão em Poças das Várzeas.

Descrição Arqueológica: Dispersando-se pela chã e distando entre si várias dezenas de metros, identificam-se 5 monumentos tipo “mamoa”, sendo comum a todos o tumulus de terra, cascalho e calhaus, a existência de cratera central e o achado de fragmentos de cerâmica à superfície. Poucos metros a poente do caminho de terra que no início da chã entronca para o lugar de Penedo, e em cujas bermas se recolhem fragmentos de cerâmica manual, localiza-se a designada Mamoa.1, a melhor conservada do conjunto: cerca de 14 metros de diâmetro por 1,5 metros de altura, carapaça pétrea visível e cratera de violação larga mas pouco profunda, percebendo-se o topo de 2 esteios da câmara; a SO, a meio da chã, do lado Sul do estradão, que a cortou ligeiramente, localiza-se a Mamoa.2: com 16 metros de diâmetro, apresenta uma “mamoa” de terra e pedras relativamente bem conservada, com pronunciada cratera central e sem qualquer esteio visível; cerca de 75 metros para Oeste, praticamente rasgada ao meio por uma derivação do estradão que conduz ao lugar de Terrafeita, localiza-se a Mamoa.3: tumulus de terra e calhaus, com cerca de 12 metros de diâmetro e menos de 1 metros de altura, percebendo-se bem uma cratera central, sem qualquer esteio visível; cerca de 10 metros para SO identifica-se a Mamoa.4, de tumulus raso, 8 metros de diâmetro e cova central de violação, onde se conservam dois esteios visíveis; a Mamoa.5 localiza-se cerca de 50 metros para poente das Mamoa.3 e 4, apresentando um tumulus de terra e pedras com cerca de 8 metros de diâmetros e 0,80 metros de altura, com cratera pouco pronunciada e sem qualquer esteio visível. Com este local deverá estar correlacionada a zona de Poças das Várzeas, cerca de 800 para nascente, onde se identificam, no talude Norte do estradão, sedimentações de carácter antrópico, com níveis argamassados e carvões, que incorporam fragmentos de cerâmica de fabrico manual .

 

Interpretação: Trata-se de um característico conjunto de monumentos tipo “mamoa”, que habitualmente se classifica como necrópole megalítica. A zona de Poças das Várzeas poderá corresponder a um local de captação de recursos.
Cronologia: Considerando a ergologia cerâmica bem como a similitude formal com conjuntos semelhantes identificados um pouco por todas as serras do Noroeste, também esta necrópole, à semelhança dessas outras, datará do IIº / Iº milénio a.C..
Observações: As coordenadas reportam-se a um ponto central do sítio. Pelas estruturas arqueológicas e pelo potencial palinológico dos depósitos sedimentares, este sítio é importante para a compreensão da paisagem arqueológica regional, particularmente no que respeita à difusão e modalidades do povoamento na pré-história recente. Devendo ser protegido de qualquer acção de florestação, deve ser objecto de um projecto específico de estudo, conservação e aproveitamento, justificando-se a sua classificação futura.
Bibliografia: Inédito

Autor: Luis Fontes

Ligação à C.M de Cabeceiras de  Basto

Ligação à C.M. de Vieira do Minho

Ligação à Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho

Ligação ao Projecto Geira

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