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Cabanas do Toco

VM.24

Abrigo de pastor

Lugar: Espindo

Freguesia: Ruivães

Concelho: Vieira do Minho

Código Administrativo: 031114

Latitude: 41.39.10

Longitude: 1.05.00

Altitude:1100 metros

 

Carta Militar, com localização do Sítio Arqueológico

Acesso:Pelo estradão florestal que cruza a cumeada de Chã do Prado ligando à estrada Pinheiro - Ruivães, pelo Saltadouro. A partir da Chã do Prado acede-se por caminho de pé posto.
(ID607-315:9) - Panorâmica da cabana.1 de Toco, vista de Sul.
(607-315:10) - Cabana.1 de Toco, vista de Norte.
(607-315:11) - Cabana.2 de Toco, vista de Sul.
DescriçãoFísica:Cumeada aplanada que inicia a vertente Norte do Cume da Cabreira, sobranceira às aldeias de Espindo e Ruivães, de onde se desfruta de vastos horizontes sobre a serra do Gerês e o vale do rio Cávado. Zona de solo esquelético e elevada pedregosidade, com abundantes afloramentos de rocha granítica, apresenta uma cobertura vegetal escassa, dominada por herbáceas e matos rasteiros.

 

(ID607-315:15) - Panorâmica da cabana.3 de Toco, vista de nascente.
(607-315:18) - Cabana.3 de Toco, vista de Norte.
(607-315:17) - Ruínas de cabana nas proximidades da cabana.3 de Toco, vistas de poente.

Descrição Arqueológica: Na bordadura Norte da plataforma que enforma a cumeada do Toco implanta-se o seguinte conjunto de estruturas: no extremo NE ergue-se uma edificação razoavelmente conservada de planta circular, com cerca de 2 metros de diâmetro e 2 metros de altura máxima, com as paredes a fechar em tecto de falsa cúpula. Aproveitando parte do afloramento rochoso sobre o qual se implantou, está construída com blocos e lajes de granito, montadas em aparelho rudimentar de mamposteria. Apresenta uma pequena porta, que abre para NE (cabana.1); cerca de 30 metros para Norte existe uma outra construção, de planta grosseiramente rectangular com 2,5 x 1,5 metros, realizada com lajes que formam um tecto em falsa cúpula sobre um vão natural limitado por afloramentos rochosos. A porta abre-se para Sul (cabana.2); no extremo NO identificam-se um muro de mamposteria muito derrubado, definindo um perímetro circular com cerca de 300 metros, associado a uma edificação bem conservada de planta circular, com cerca de 2 metros de diâmetro e 2 metros de altura máxima, com as paredes a fechar em tecto de falsa cúpula. Construída com blocos e lajes de granito, montadas em aparelho rudimentar de mamposteria, esta edificação apresenta uma pequena porta, que abre para NE (cabana.3); poucos metros para Norte identifica-se um alinhamento de lajes fincadas definindo uma planta sub-circular, que parece corresponder à fiada inicial de uma edificação semelhante às anteriores.

 

Interpretação:Trata-se de um conjunto de três cabanas - abrigo para pastores, (mais uma completamente arruinada) associadas a currais, igual a tantos outros espalhadas pelas serras do NO português e utilizados pelas populações das aldeias que enviam gado para a serra, habitualmente em sistema de “vezeira” .
Cronologia: Porque o pastoreio conheceu um significativo incremento na Época Moderna, propõe-se uma cronologia balizada entre finais do século XVI e inícios do século XVIII.
Bibliografia: Inédito

Autor: Luis Fontes

Ligação à C.M de Cabeceiras de  Basto

Ligação à C.M. de Vieira do Minho

Ligação à Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho

Ligação ao Projecto Geira

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