Sempre relacionado com a defesa da portela da Serra Amarela e Vale de Cabril, foi o Castelo do Lindoso fundado nos inícios do Séc. XIII, pois já aparece referido nas Inquirições de 1258. Mandado restaurar por D. Dinis, vai a partir do Séc. XIV confundir a sua história com a gesta dos Araújos de Lóbios, família que conservará por muitos anos a sua alcaidaria. Mais tarde, em 1662, ocupado pelos Espanhóis na sequência das guerras da Restauração, foi ampliado com uma muralha do tipo Vauban, em forma de estrela pentagonal. Em 1664 o Castelo vai ser recuperado pelos Portugueses. A fortificação permaneceu ocupada por guarnições militares ao longo do Séc. XVIII, até que em 1895 foi desactivada.

Em 1992 o Parque da Peneda Gêres lançou, com o apoio técnico e científico da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho, Museu Regional de Arqueologia D. Diogo de Sousa e Museu Militar do Porto, e no quadro financeiro do Prodiatec, um "Projecto de tratamento museológico e de rentabilização cultural" do Castelo do Lindoso.

Por se tratar de um monumento/sítio com múltiplas potencialidades, concebeu-se o projecto sob diversas perpectivas: por um lado, a ligação ao passado histórico da região e a sua inserção numa etno-história do nosso tempo; por outro lado, e porque a área de implementação deste projecto se integra na realidade do Parque Nacional da Peneda Gêres, importava articular o fomento de um turismo sustentável, integrado e de qualidade, que se harmonizasse com a protecção dos valores culturais e naturais com as necessidades da educação ambiental.



© Núcleo Museológico do Castelo de Lindoso 1999