D. João I (1357-1433)

D. João I , filho ilegítimo de D. Pedro I e de D. Teresa Lourenço, aristocrata galega, foi o décimo rei de Portugal e o fundador da dinastia de Avis. De acordo com a vontade de seu pai, a sua educação foi desde cedo orientada para uma carreira eclesiástica e militar. Aos sete anos de idade é armado cavaleiro e feito Mestre da Ordem de Avis. Uma vasta herança e o mestrado de uma das mais ricas ordens militares tornou-o um dos senhores mais ricos do seu tempo. Após a morte de D. Fernando, em 1383, torna-se activo opositor da regência de D. Leonor Teles, acolitada pelo conde de Andeiro, e da entrega do trono português ao rei de Castela. Nomeado defensor do reino, comanda uma revolta contra a regente e dirige, com a preciosa ajuda de D. Nuno Álvares Pereira, uma prolongada guerra contra o invasor castelhano, até à derrota final das tropas invasoras, em 1385, após o desfecho vitorioso da Batalha de Aljubarrota. O apoio decisivo de Inglaterra está certamente na origem do seu casamento com D. Filipa de Lencastre, da casa real inglesa, de quem teve oito filhos: D. Branca, D. Afonso, D. Duarte, D. Pedro, D. Henrique, D. Isabel, D. João e D. Fernando. D. João I teve ainda dois filhos ilegítimos de D. Inês Pires Esteves, D. Afonso, 8º conde de Barcelos e 1º duque de Bragança, e D. Beatriz, mais tarde condessa de Arundel.

Merecem destaque alguns acontecimentos históricos que ocorreram no reinado de D. João I, como a conquista de Ceuta, em 1415, marcando o início da expansão portuguesa em África, as primeiras viagens atlânticas e a descoberta das ilhas de Porto Santo, da Madeira e dos Açores, o estabelecimento de tratados de paz com Castela, em 1411, e 1432, bem como a realização do Tratado de Windsor com a Inglaterra.

O túmulo duplo de D. João e de D. Filipa de Lencastre encontra-se no Mosteiro de Santa Maria da Vitória da Batalha, impressionante monumento do tardo-gótico nacional, construído para comemoração da vitória das armas portuguesas em Aljubarrota e para panteão da dinastia de Avis.




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